quinta-feira, 19 de junho de 2008

Luís de Camões


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís de Camões

Não é um poema meu, mas é ótimo....

terça-feira, 17 de junho de 2008

Just...



Caminhos a serem percorridos,
Manias a serem deixadas de lado,
Objetivos a serem cumpridos,
E sentimentos a serem sentidos.

Meu eu,
meu egocentrismo não desmascarado,
me torna talvez umas pessoa boa,
mas a máscara que esconde minha face,
talvez seja colocada de lado,
e mostre minhas cicatrizes.

Minha derrota de uma batalha vencida,
em uma guerra que não tenha fim.
Minha memórias póstumas,
talvez publicadas em tempos que virão.

Ser um humano,
ser um vegetal,
alimentar-me de carne
ou fazer fotossíntese,
nada me mudará.

Seja em uma célebre e cordial amizade,
seja uma obstrução em minha garganta,
seja uma relíquia fantasiosa,
eu ei de amar, me apaixonar
por essa sincera pessoa,
que sempre ao meu lado está,
seja para me amar, desejar, ter prazer, dar prazer,
ou seja para chorar e sofrer ao meu lado.